168 | Caça as bruxas e a medicina moderna

O caça às bruxas anulou nosso protagonismo no cuidado a saúde e na nossa cura. Nós carregamos essa herança
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E não é de surpreender que a falta de ética médica e biomédica nos viole e violente até hoje seja em consultas ginecológicas, seja em partos, seja pelo uso abusivo de contracepção hormonal
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O que vemos é um completo desconhecimento sobre o nosso corpo, sobre os nossos direitos e com isso nos mantemos submissas a essa relação de poder desigual
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Sofri ao ler os comentários e as mensagens ontem e hoje. Estamos vulneráveis e essa vulnerabilidade é acrescida diante da situação sócio-econômica de cada uma em um país periférico como o nosso
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A Medicina é importante, é óbvio! Mas a falta de sensibilidade, da escuta atenta em relação ao que queremos ao invés de um paternalismo como se soubessem o que é melhor para nós é inadmissível. Nos tornam objetos para experimentação e controle
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Ter informação de qualidade, correta é o MÍNIMO para conseguirmos buscar autonomia, responsabilidade. Mas será que eles nos querem dessa forma? Que nos autoeduquemos e autoconheçamos cada vez mais.
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“O lugar que atualmente ocupamos no mundo da medicina não é “natural”. É uma situação que exige explicação. Como podemos ter caído na presente subordinação? A repressão das curandeiras sob o avanço da medicina institucional foi uma luta política e foi em primeiro lugar porque faz parte da história mais ampla da luta entre os sexos. Em segundo lugar, foi política pelo fato de fazer parte da luta de classes. As curandeiras eram médicas da comunidade, humanas, empíricas e populares. Os profissionais homens, ao contrário, sempre estiveram a serviço das classes dominantes e contado com o apoio das universidades, fundações filantrópicas e das leis. Hoje, quem controla a medicina tem o poder potencial de decidir quem vai viver ou morrer, quem é fértil ou infértil e quem está “louca” e quem está sã. Conhecer nossa história é uma maneira de retomar essa luta.” – Bruxas, parteiras e enfermeiras. Barbara Ehrenreich e Deindre English
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Zine disponível na internet mas comprei com a Ellen da @bruxariadistro. Feliz por ter ao meu lado tantas mulheres críticas e multiplicadoras 🖤 Agradeço!

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